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Tendências de consumo feminino no Brasil: o que impulsiona esse mercado em expansão

set 09, 2025 / Por Marlene Ribeiro / em Consumo Feminino

Atualmente, a mulherada está com tudo no mundo do consumo! E sabe por que? As tendências de consumo feminino no Brasilmostram que elas estão cada vez mais inseridas no mercado de trabalho.   

E com níveis mais elevados de estudo, essas mulheres arrasam nas decisões de compra e influenciam diretamente em decidir o que a família toda consome.   

É uma mudança que indica não ser somente impulsionada por novos papéis sociais, mas que também é atraída pelo desejo de autonomia e pela valorização do tempo adicionado ao bem-estar.  

Neste artigo, vamos explorar as principaistendências de consumo feminino no Brasil, apontando os produtos que mais têm destaque, o comportamento de compra da mulher moderna e estratégias eficazes para empreendedores e marcas que desejam se conectar e crescer nesse mercado dinâmico. Confira neste artigo:  

A força econômica da mulher brasileira  

A entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho é uma das principais razões para a transformação do perfil consumidor nos últimos anos. Essa presença cresce de forma mais acelerada que a dos homens e está diretamente relacionada ao aumento da escolaridade feminina.  

E de acordo com dados da PWC, até 2025, cerca de 1 bilhão de mulheres devem entrar no mercado global de trabalho, e isso se refletirá em decisões de compra mais conscientes, exigentes e estratégicas.   

Mas vale considerar que a desigualdade de gênero ainda existe — as mulheres ganham, em média, 30% a menos que os homens em funções equivalentes —, porém o poder de consumo feminino segue em ascensão.  

Vale considerar que nos dias atuais, mais de 60% das decisões de compra no e-commerce brasileiro são tomadas por mulheres.   

Em muitos lares, elas são as principais responsáveis financeiras: 37% das casas brasileiras são chefiadas por mulheres, um número que saltou para 67% nas famílias monoparentais.  

Quem são as consumidoras femininas no Brasil? Perfis e estilos de consumo  

Primeiro, podemos dizer que o consumo feminino é multifacetado. Ou seja, possui diferentes idades, contextos sociais, realidades familiares e prioridades que formam um painel riquíssimo de hábitos e expectativas.   

Diante desse cenário atual, é preciso que as marcas que desejam acompanhar as principais tendências de consumo feminino no Brasil compreendam esses perfis de forma que atendam às suas necessidades. Veja os principais perfis de consumidoras que devem ganhar ainda mais força no Brasil:  

  • Dedicadas: entre 25 e 40 anos, buscam bem-estar e saúde. Trabalham fora, têm escolaridade média ou superior e utilizam o cartão de crédito como ferramenta para compras inteligentes e bem planejadas.  
  • Hedonistas: consomem movidas pelo desejo, prazer e valorização da marca. Geralmente autônomas, preferem pagar à vista e conectam consumo à autoestima e liberdade.  
  • Pressionadas: entre 36 e 45 anos, dividem-se entre múltiplas tarefas e sentem o peso das cobranças sociais. Estão presentes tanto em lojas de rua quanto de shopping, buscando equilíbrio entre preço e acolhimento.  
  • Resolvidas: acima de 46 anos, são fiéis àquilo que as representa. Valorizam marcas que entendem suas vivências e optam por qualidade, conforto e atenção individualizada no atendimento.  
  • Sobreviventes: jovens com menos de 25 anos, racionais e práticas. Preferem lojas de departamento, compras online e produtos com boa relação custo-benefício.  

Tendências de consumo feminino no Brasil  

Como vimos, o consumo femininono Brasil vem assumindo contornos cada vez mais estratégicos e complexos. E um ponto de atenção é que ele segue conduzido principalmente por fatores estruturais como: a maior participação das mulheres no mercado de trabalho, o avanço educacional e a transformação dos papéis sociais.  

“De acordo com uma pesquisa realizada pela revista Forbes; as mulheres movimentam cerca de 85% dos gastos de consumo em todo o mundo, o que representa um impacto econômico de mais de US$31 trilhões (cerca de R$152 trilhões) por ano. Esse poder de compra gigantesco abre uma imensa oportunidade para setores como o de fintechs — que, curiosamente, ainda têm baixa representatividade feminina. E segundo dados realizados, menos de 30% dos profissionais no setor são mulheres, e apenas 8% ocupam posições de liderança, revelando um contraste entre o protagonismo no consumo e a participação na construção dessas soluções financeiras.”  

Um dado que revela sua centralidade nas estratégias de consumo e marketing.   

E entre os principais vetores que moldam essas tendências estão:  

  • A busca por propósito nas marcas;  
  • O fortalecimento do consumo consciente;  
  • A valorização do tempo e da conveniência;  
  • O crescimento de categorias tradicionalmente invisibilizadas, como cuidados íntimos e produtos para incontinência urinária.  

Nos dados exibidos pela plataforma o Globo Gentereforça a tese de que 87% das brasileiras desejam consumir de forma mais consciente, no entanto, apenas 35% conseguem efetivamente adotar esse comportamento, principalmente por falta de informações acessíveisou pelo custo elevado de produtos sustentáveis.  

Além disso, a diversidade de perfis de consumidoras — como as Dedicadas, Hedonistas, Pressionadas, Resolvidas e Sobreviventes — reforça a necessidade de segmentação mais refinada.  

Outro ponto relevante é a ascensão de categorias antes subestimadas, como os produtos voltados para o bem-estar íntimoe soluções voltadas à maternidade real, multifacetada e frequentemente solitária. Mais de 11 milhões de mulheres brasileiras criam seus filhos sozinhas, enfrentando jornadas triplas e sobrecarga emocional.  

Categorias em crescimento para o consumo feminino no Brasil  

A seguir, veja as categorias com maior potencial de crescimento e os comportamentos que as impulsionam:   

Categoria  

Tendência e comportamento predominante  

Moda íntima e lingerie  

Sustentabilidade, conforto, inclusão e tecidos funcionais  

Beleza natural e skincare  

Cosméticos limpos, veganos e ativos naturais  

Saúde e bem-estar  

Suplementos, moda fitness, aromaterapia e foco em qualidade de vida  

Cuidados íntimos e menstruais  

Produtos ecológicos, conforto e naturalização do cuidado íntimo  

Tecnologia e gadgets femininos  

Dispositivos para organização, beleza e monitoramento de saúde  

Serviços de conveniência  

Apps, delivery, organização doméstica e soluções que poupam tempo e energia  

Experiências e entretenimento  

Viagens, shows, gastronomia e vivências com valor emocional  

Estratégias para marcas que querem conquistar esse público  

Diante dessa nova era comercial, as marcas precisam adotar medidas práticas como uma resposta direta às novas tendências de consumo feminino no Brasil, que exigem mais autenticidade e empatia. Veja algumas das estratégias que você pode usar em seu negócio:  

  • Autenticidade antes de tudo: as campanhas com linguagem próxima, realista e representativa fortalecem o vínculo emocional com a mulher moderna. Por exemplo, a marca Dove é reconhecida por suas campanhas de beleza real e diversidade corporal;.  
  • Informação como ferramenta de escolha: nesse ponto, a consumidora quer entender o impacto do que está comprando. Mostre claramente de onde veio, por que custa o que custa e o que ela ganha com isso. Um exemplo disso é a Boticário, que detalha os ingredientes e impacto ambiental dos seus produtos, ilustra bem essa prática;.  
  • Inclusão com propósito: pensar em incluir mães solo, mulheres negras, LGBTQIA+, mulheres com deficiência e outros grupos invisibilizados, gera engajamento e conexão real. A Farm e a Natura vêm se destacando nesse ponto;.  
  • Facilidade e agilidade: as soluções que poupam tempo e esforço têm alto valor. Apps, kits, delivery, serviços de assinatura e produtos prontos ajudam na rotina. Exemplo: os serviços da Liv Up e do app Dots de pontos e prêmios;.  
  • Narrativas além do óbvio: considerar que a maternidade, trabalho, autocuidado, sexualidade e liberdade precisam ser retratados com profundidade e sem clichês. A série de vídeos "Mães Reais", da Johnson & Johnson, é um ótimo exemplo disso.  

 

Conclusão  

As categorias que refletem as tendências de consumo feminino no Brasil, trazem um novo modelo de escolhas: mais conscientes, mais diversas e mais conectadas com o bem-estar e com o impacto social.   

Esse público também valoriza experiências personalizadas, comunicação transparente e a sensação de pertencimento a uma comunidade que compartilha interesses e princípios.  

E entender essas camadas é essencial para marcas que desejam construir conexões verdadeiras e duradouras com esse público.  

Isso significa ir além de estratégias tradicionais de marketing e investir em iniciativas que promovam autenticidade e engajamento real, como ações de storytelling, programas de fidelidade alinhados a causas sociais e produtos que integrem bem-estar, estilo de vida e propósito.  

Uma solução prática para marcas é implementar uma abordagem de marketing baseada em dados e feedback contínuo: ouvir ativamente as consumidoras, mapear suas necessidades e preferências e adaptar produtos e campanhas de acordo com essas percepções.   

Dessa forma, não só se fortalece a relação com o público feminino, como também se cria uma base sólida de clientes leais e engajados, capazes de promover a marca de forma espontânea.  

 

🔗 Gostou do conteúdo? Leia também nosso artigo sobre os 7 passos para desenvolver campanhas de marketing que conectam com mulheres     e continue se aprofundando nesse universo em transformação!  

🔗 Referências